Extraindo o melhor do seu sistema de Habilidades – Parte 4

Então, chegamos longe, na penúltima das 5 regras para melhorar o uso do sistema de habilidades.

Antes de continuar, vamos nos lembrar das três anteriores:

1) Os jogadores apenas declaram ações ou fazem perguntas;

2) Role os dados de habilidade apenas se houver uma chance de sucesso, uma chance de falha, e um risco ou custo associado à falha;

3) Uma jogada de dados geralmente é suficiente para resolver a situação, a não ser que algo mude;
3.1) Reavalie a ação de acordo com a regra #2 antes de cada jogada;
3.2) Múltiplas rolagens são permitidas se os jogadores puderem perceber a urgência da situação.

Depois dessa pequena revisão, vamos para a penúltima regra.

Lembrando que esse artigo é uma tradução livre do original em inglês criado pelo AngryDM.

5 Regras para um bom uso do seu sistema de habilidades

Regra #4: Fale antes dos jogadores fazerem a pergunta

Lembram-se de quando eu disse que os jogadores apenas podem fazer perguntas ou declarar ações? Na verdade, o ideal é que eles nunca façam perguntas, pois a pergunta é um freio no jogo, e, em regra, não altera nada o que acontece na história.

Deixa eu me explicar.

A ideia é de um jogo de RPG é a apresentação de uma situação ao jogador, e a partir daí ele se projeta na mente do seu personagem e decide o que fazer. Isso é RPG. Mas quando o jogador tem que se certificar de que algo está ou não na cabeça do seu personagem para tomar uma decisão eles dão um passo a mais entre a situação e a decisão. Há um freio no jogo.

Pensar sobre coisas ou tentar descobrir como elas funcionam não são ações. Quando alguém está pensando sobre algo no jogo, é difícil dizer, observando externamente, o que está acontecendo: ele pode estar pensando, sonhando acordado, pode até mesmo estar imaginando coisas que não tenham nada a ver com o jogo. Mas o que eles não estão fazendo é algo interessante de se ver.

Muitos mestres que descrevem um objeto, como um círculo de runas no chão, esperam que o jogador faça algo que indique que eles gostariam de fazer um “teste de conhecimento”, mas isso é pouco dinâmico para o jogo.

Quando você vê um símbolo em alguma sala em uma língua que você pode entender, você não precisa ir até ele para examiná-lo (a não ser que seja muito pequeno), você simplesmente lê, e se você não a entende, pode até saber que língua é, mas não sabe o que está escrito. A informação que você sabe surge na sua cabeça espontaneamente, você não precisa ponderar muito sobre o que você já sabe.

Assim que o personagem é exposto a algo eles podem reconhecer o objeto ou saber o que ele faz. Saber e Conhecer. No máximo faça o teste de conhecimento IMEDIATAMENTE, não espere o jogador.

Reconhecer o monstro, por exemplo, com suas habilidades e fraquezas, deve fazer parte do “fluffy” da descrição. Utilize isso imediatamente e sempre! Não deve ser necessário que o jogador examine a coisa/objeto se ele já possui a informação na mente, não é necessário que o jogador pergunte!

Por exemplo:

Mestre: “No chão da sala tem um desenho de um círculo de runas. Todos treinados em Arcana façam um teste de conhecimento”. Arathicus e Boyum reconhecem que o círculo é um símbolo de invocação. O demônio invocado através do círculo está preso, e não pode voltar ao seu plano de origem a não ser que o mago o permita”.

É claro que pesquisar algo é completamente diferente que não se encaixa no contexto acima, pois o jogador estará efetivamente fazendo algo. Use isso em situações onde o personagem saiba/conheça, ou tem uma chance de saber/conhecer.

Portanto, lembrem-se: fale antes dos jogadores fazerem a pergunta.

Esse post foi publicado em Dicas de Mestre e marcado , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Extraindo o melhor do seu sistema de Habilidades – Parte 4

  1. Giulliano disse:

    Para quem não achou o regra 5 no original em inglês!

    http://theangrygm.com/five-simple-rules-for-dating-my-teenaged-skill-system/

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    • Eu tenho que colocar a tradução dessa quinta parte, o problema é que trabalho novo, pós-graduação e mudança me deixaram meio sem tempo.

      Mas eu não esqueci do blog, e com certeza vou terminar essa série d eposts.

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